Resistência natural da madeira de seis espécies à Nasutitermes corniger Motsch. em condição de campo

Felipe Gomes Batista, Rafael Rodolfo de Melo, Leandro Calegari, Dayane Targino de Medeiros, Pedro Jorge Goes Lopes

Resumen


A durabilidade natural da madeira trata-se de excelente característica para destinar as peças de madeira em condições adequadas e eficientes de uso. Portanto, o estudo objetivou-se avaliar a resistência natural de seis espécies florestais madeireiras a cupins xilófagos em condição de campo. As madeiras estudadas das espécies tropicais foram andiroba (Carapa guianensis Aubl.), aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão), cedro (Cedrella sp.), jatobá (Hymenaea courbaril L.), louro canela (Nectandra sp.) e maçaranduba (Manilkara elata (Allemão ex Miq.) Monach.). De cada espécie foram produzidas amostras com dimensões de 7,2 cm × 1,3 cm × 0,9 cm (longitudinal × radial × tangencial). Essas permaneceram expostas por período de 40 dias sob a ação de cupins Nasutitermes corniger Motschulsky em ensaio de preferência alimentar, com determinação da densidade, percentual de perda de massa, índice de deterioração e o índice de susceptibilidade. A madeira de andiroba apresentou maior perda de massa e susceptibilidade ao ataque de N. corniger. Já as espécies cedro e o louro canela demonstraram valores intermediários entre as demais para os aspectos analisados. As madeiras de aroeira, jatobá e maçaranduba se destacaram nos valores de notas atribuídas ao desgaste, bem como, na baixa susceptibilidade ao ataque, tendo demonstrado maior durabilidade natural e resistência biológica ao ataque. Portanto, essas últimas madeiras são as mais indicadas para utilizações que visem promover o seu uso eficiente, a fim de minimizar os danos causados por exposição às térmitas (cupins) xilófagos e maximizar a vida útil e segurança do produto madeireiro.


Palabras clave


durabilidade natural; espécies tropicais; térmitas subterrâneas

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