Vol. 27 Núm. 1 (2021): Primavera 2021
Artículos Científicos

Resistência mecânica e composição química de madeiras amazônicas deterio-radas em ensaios de campo

Lédio Batista
Universidade Federal de Mato Grosso
Biografía
Diego Martins Stangerlin
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Biografía
Rafael Rodolfo de Melo
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Biografía
Adilson Pacheco de Souza
Universidade Federal de Mato Grosso
Biografía
Eldalisley dos Santos Silva
Universidade Federal de Mato Grosso
Biografía
Elisangela Pariz
Universidade Federal de Mato Grosso
Biografía

Publicado 2021-07-09

Resumen

Neste estudo objetivou-se avaliar a resistência mecânica e a composição química das madeiras de Trattinnickia rhoifolia (amescla), Parkia pendula (angelim), Erisma uncinatum (cedro), Apuleia leiocarpa (garapeira) e Mezilaurus itauba (itaúba) expostas à deterioração em ensaios de campo. Para tanto, amostras de madeira foram parcialmente enterradas em ambientes de campo aberto e floresta, sendo expostas à deterioração durante 360 dias. Os testes foram realizados na cidade de Sinop, estado de Mato Grosso, Região Centro Oeste do Brasil. A cada 60 dias realizou-se a caracterização das madeiras deterioradas por meio de ensaios de flexão estática, para obtenção dos módulos de elasticidade e de ruptura, e de dureza Rockwell. A caracterização química (teores de extrativos, cinzas, lignina, holocelulose e solubilidade em hidróxido de sódio) das madeiras foi realizada antes e depois da exposição aos ensaios de deterioração. As madeiras de itaúba e garapeira apresentaram menores alterações na resistência mecânica e na composição química, em comparação às demais espécies, indicando uma maior durabilidade natural.

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